O casal de ditadores romenos, após uma vida de glamour construída sobre a miséria de sua nação, é fuzilado. O casaco de pele de Elena acaba furado de balas, sem poder ser reaproveitado.
Centro de Desenvolvimento de Ki
O processo de Florrie foi uma experiência incrível em todos os sentidos. Principalmente na preparação corporal, no Centro de Desenvolvimento de Ki, onde durante todo o processo fiz aulas de aikidô. E essas aulas foram imprescindíveis pra mim em cena, para entender meu corpo, pontos de equilíbrio, soltar tensões. Foi pouco tempo de aula, por volta de três meses, mas foram o suficiente pra me sentir 100% mais solta. Desde os alongamentos, que os repito todos os dias antes de entrar em cena, até os exercícios, as respirações, as meditações…
Pode até parecer irônico que em uma peça tão tensa eu precise de leveza corporal, mas foi exatamente esse contraponto que me ajudou a compreender tudo que estava acontecendo em cena, em minha volta. E entender o princípio do ki, a energia que flui do ponto principal do corpo e se expande pra todas as partes, visualizar essa energia e utilizar ela no corpo e no trabalho, é fantástico. Muda a percepção para a vida mesmo. Além do que, apesar de Aikidô ser uma arte marcial, ela é uma luta de defesa. Então não existe agressividade, ouso dizer que é praticamente uma dança, um exercício de equilíbrio e auto-controle. E melhorou tudo em mim, de verdade mesmo, até meu organismo passou a funcionar em outro ritmo.
Eu gostei muito, está sendo uma experiência maravilhosa, que eu não vou parar com certeza. Em janeiro vou continuar fazendo as aulas de Aikidô com o Sensei Carta, e é isso. É uma das melhores coisas que já experimentei na vida. Não entendo como perdi tanto tempo com academia ano passado se eu podia ter feito aikidô desde o começo.
A Companhia Silenciosa oferece a Oficina Cena 2011 gratuita!
Violência Gratuita I
Isaac Westwood e o processo de ser loira
O mais engraçado de ficar loira é que o processo não acontece só esteticamente. É um apanhado de coisas que influencia, sobretudo, na maneira como as pessoas te tratam na rua. No dia 09 de novembro, às 10h da manhã, fui no salão do Isaac Westwood (que fica na Marechal Deodoro, número 1080) pra iniciar meu processo de loirificação. Aí a Neide, super bem humorada, me ajudou a superar a dor. Porque dói, de verdade mesmo. Logo no início, quando fiz a descoloração, eu sentia minha cabeça arder. Depois, quando tiramos a descoloração e fizemos a tonalização, a ardência virou dor, eu sentia minha cabeça pegando fogo mesmo, não aguentei e chorei. Depois o Isaac e a Neide me explicaram que é assim mesmo, por causa da força da química. Depois o Isaac foi cortar meu cabelo, e o resultado ficou surpreendentemente parecido com o que esperávamos. Mas o cabelo não estava pronto, precisaria de mais uma sessão pra chegar no resultado que queríamos.
Então passei uma semana loira. E devo admitir pra vocês que é no mínimo curioso. As pessoas me tratavam com mais tato, passei a ouvir piadinhas de loiras e coisas do tipo “agora que você está loira talvez tenha mais dificuldade com tal coisa”. Ouvi cantadas na rua bem específicas. Senti vontade de usar batom vermelho. (rs)
Na quarta feira da semana passada, dia 16, voltei lá pra terminar o cabelo. Mais uma descoloração, e outra, e outra tonalização (que agora doeu bem menos, porque eu já tava acostumada) e o cabelo tava pronto. Lindo, platinadíssimo, numa cor que por anos eu tentei e nunca consegui, e a Neide deu conta em duas sessões.






E o tratamento do platinado também é diferente do tratamento do loiro comum. Deve ser porque fiquei com cara de má, mas existe um certo respeito estranho envolvendo o cabelo cinza. Sem contar que já me deram até 40 anos rs.
Eu gostei tanto do salão que nas duas vezes que fui já aproveitei e fiz minha unha com a Sueli. Todas queridíssimas, super simpáticas e amáveis. Adorei ter conhecido. Virei cliente.
***Florrie, A Importância Extrema*** estreia dia 17 de novembro!
25 Cromwell Street
Trate-me de rainha mesmo que seja escrava!
“Até os doze anos a menina é tão robusta quanto os irmãos e manifesta as mesmas capacidades intelectuais; não há terreno em que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, bem antes da puberdade e, às vezes, mesmo desde a primeira infância, ela já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada.”
(…)
“Como as representações coletivas e, entre outros, os tipos sociais definem-se geralmente por pares de termos opostos, a ambivalência parecerá uma propriedade intrínseca do Eterno Feminino. A mãe santa tem como correlativo a madrasta cruel; a moça angélica, a virgem perversa: por isso ora se dirá que a Mãe é igual à Vida, ora que é igual à Morte, que toda virgem é puro espírito ou carne votada ao diabo. Não é evidentemente a realidade que dita à sociedade ou aos indivíduos a escolha entre os dois princípios opostos de unificação; em cada época, em cada caso, sociedade e indivíduos decidem de acordo com suas necessidades. Muitas vezes projetam no mito adotado as instituições e os valores a que estão apegados. Assim, o paternalismo, que reclama a mulher no lar, define-a como sentimento, interioridade e imanência; na realidade, todo existente é, ao mesmo tempo, imanência e transcendência; quando não lhe propõem um objetivo, quando o impedem de atingir algum, quando o frustram em sua vitória, sua transcendência cai inutilmente no passado, isto é, recai na imanência; é o destino da mulher, no patriarcado; não se trata, porém, da mesma vocação tal como a escravidão não é a vocação do escravo. Percebe-se claramente, em Comte, o desenvolvimento dessa mitologia. Identificar a Mulher ao Altruísmo é garantir ao homem direitos absolutos à sua dedicação, é impor às mulheres um dever-ser categórico.”
O Segundo Sexo, volume único. São Paulo: Nova Fronteira, 2010, pp. 343-345.
*Photo by Alessandra Haro
Making Of e fotos de cena
Monstruosidade… perversidade… uma boa referência!































